<div><font size=’2′ face=’Verdana’>Declarações recentes do presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, que apoiou movimento criado por torcedores para denunciar possível abuso de jogadores na noite belo-horizontina, serão analisadas pelo Ministério Público de Minas Gerais. Se for punido, o dirigente atleticano pode até ser perder o cargo, se ficar comprovado incentivo à violência.<br /><br /></font></div><div><font size=’2′ face=’Verdana’>Kalil causou polêmica ao declarar, em entrevista à Rádio Bandeirantes na segunda-feira 6, que “os jogadores têm que se cuidar, sim. O Atlético não é brinquedo. E, se eles tomarem um cacete na madrugada, não vai fazer mal nenhum”.<br /><br /></font></div><div><font size=’2′ face=’Verdana’>Em entrevista coletiva na terça-feira, Kalil ironizou a repercussão em torno da própria declaração. “Falei o que penso, se vocês quiserem que eu mude para agradar e ficar politicamente correto, eu mudo. Acho que se pegar jogador de madrugada, bebendo e conosco na zona de rebaixamento, deve pagar uma dose de uísque para ele. Isso tudo é uma cretinice e está todo mundo fazendo onda com uma bobagem absoluta”, afirmou.<br /><br /></font></div><div><font size=’2′ face=’Verdana’>Em entrevista à TV Globo Minas, o promotor de Justiça, José Antônio Baeta, disse que o Ministério Público requisitará os áudios das declarações do dirigente e, segundo ele, o presidente do Atlético poderá responder nas esferas cível e criminal e até ser obrigado a deixar o cargo.<br /><br /></font></div><div><font size=’2′ face=’Verdana’>“Ele poderá responder em duas searas. Uma, na seara criminal, tanto por incentivo à violência, que agora é uma figura típica do Estatuto do Torcedor, como também por apologia a crime”, disse Baeta.<br /><br /></font></div><div><font size=’2′ face=’Verdana’>“E ainda poderá, na esfera cível, responder a uma ação civil pública, que pode, em seu final, desconstituí-lo do cargo, ou seja, ele pode perder o cargo de presidente do Atlético na medida em que se verificar que declarações como essas estão incentivando a violência nos estádios”, acrescentou o promotor de Justiça.<br /><br /></font></div><div><font size=’2′ face=’Verdana’>Na entrevista coletiva, Kalil negou que esteja motivando a violência de torcedores. “Aqui dentro não estamos para brincadeira. Disse isso porque, se eu for avisado, não vou bater em ninguém, mas vai embora do clube. Temos que parar com isso de incitação à violência, porque só nós que estamos aqui dentro que sabemos o que estamos passando”, observou o dirigente.<br /><br /></font></div><div><font size=’2′ face=’Verdana’>O presidente do Atlético declarou apoio a movimento criado pela Galoucura, maior torcida organizada do clube mineiro, e batizada de “disque-denúncia”, cujo objetivo é patrulhar jogadores que estejam abusando da noite de Belo Horizonte. Em comunicado recente, os torcedores disseram que a iniciativa é pacífica.<br /><br /></font></div><div><font size=’2′ face=’Verdana’>Em campo, o Atlético está em situação complicada no Campeonato Brasileiro. Em 17ª lugar, o time comandado por Vanderlei Luxemburgo completou dez rodadas consecutivas na zona de rebaixamento. Foram conquistados apenas 17 dos 57 pontos disputados até agora (aproveitamento de 29,82%).<br /><br /></font></div><div><font size=’2′ face=’Verdana’>O Atlético volta a campo na quinta-feira, contra o Vasco, às 21h (de Brasília), em São Januário, no Rio de Janeiro, na abertura do returno do Brasileirão.</font></div><div><font size=’2′ face=’Verdana’> </font></div><div><font size=’2′ face=’Verdana’>UOl, 08/09/2010</font></div>