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Atleta acusa Santos de

<div><font face=’Verdana’ size=’2′>Rec&eacute;m-promovido do time j&uacute;nior por Emerson Le&atilde;o como esperan&ccedil;a de refor&ccedil;o para o Santos, o atacante Alem&atilde;o, 18, acusa o clube formalmente de for&ccedil;&aacute;-lo a assinar um contrato de gaveta (que n&atilde;o &eacute; registrado na CBF ou na federa&ccedil;&atilde;o).<br /><br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>A den&uacute;ncia de contrato de gaveta traz &agrave; tona uma pr&aacute;tica que empres&aacute;rios e parentes de jogadores dizem ser comum nos clubes. O Sindicato dos Atletas de S&atilde;o Paulo investiga o assunto. No Palmeiras, o goleiro Marcos j&aacute; assinou um documento que ficou na gaveta.<br /><br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Recentemente, antes de deixar o Santos, Marcos Aur&eacute;lio fez queixa semelhante &agrave; CBF, alegando ter sido coagido pelo clube a firmar um contrato.</font></div><div><br /><font face=’Verdana’ size=’2′>No caso de Alem&atilde;o, segundo a den&uacute;ncia encaminhada &agrave; confedera&ccedil;&atilde;o, o documento valeria a partir de 28 de julho de 2008, quando acaba o compromisso atual. Por&eacute;m o atleta alega que assinou o acordo em 2006, quando era menor de idade, o que &eacute; proibido. S&oacute; um respons&aacute;vel poderia ter feito isso.<br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>No &uacute;ltimo dia 17, o atacante protocolou uma notifica&ccedil;&atilde;o na CBF declarando que foi obrigado a assinar o contrato de gaveta e que, se n&atilde;o fizesse isso, o Santos n&atilde;o permitiria que assinasse o acordo atual. </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>&nbsp;</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>No documento, ele avisa que n&atilde;o vai cumprir o contrato, caso o documento seja registrado na CBF. Pelas normas org&acirc;nicas da entidade, o acordo s&oacute; tem validade quando o registro &eacute; feito at&eacute; 30 dias ap&oacute;s a assinatura. A lei trabalhista prev&ecirc; o mesmo prazo para o contrato ser validado, ap&oacute;s a firma.<br /><br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>&quot;O Alem&atilde;o assinou um contrato quando era menor, com uma data futura, quando ele j&aacute; seria maior, assim n&atilde;o precisaria da assinatura dos respons&aacute;veis&quot;, afirmou Liliane Fermozelli, advogada do atacante. &quot;Assinar documento com data errada &eacute; crime, mas o Alem&atilde;o era menor e n&atilde;o pode ser responsabilizado&quot;, completou.<br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>H&aacute; um forte elemento que indica ser verdadeira a acusa&ccedil;&atilde;o do atleta. Seu atual contrato tem como n&uacute;mero de s&eacute;rie da CBF: 513.733. E o novo, v&aacute;lido at&eacute; 2011, tem a numera&ccedil;&atilde;o de 513.746, diz a advogada.<br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>A CBF envia lotes de contratos para as federa&ccedil;&otilde;es com n&uacute;meros seq&uuml;enciais. E as federa&ccedil;&otilde;es reenviam aos clubes.</font></div><div><br /><font face=’Verdana’ size=’2′>Como os formul&aacute;rios s&atilde;o seq&uuml;enciais, comprovando-se esses n&uacute;meros, o Santos s&oacute; poderia ter firmado contrato com 13 jogadores no espa&ccedil;o de dois anos que separam os contratos.<br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Apenas na gest&atilde;o de Vanderlei Luxemburgo, por&eacute;m, foram contratados mais de 30 atletas.<br /><br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>&quot;Fizeram tudo isso para segurar o Alem&atilde;o, mas ele n&atilde;o quer mais ficar no clube&quot;, afirmou a advogada.</font></div><div><br /><font face=’Verdana’ size=’2′>A representante do atleta, autor de tr&ecirc;s gols na Copa S&atilde;o Paulo, ainda alega que nenhuma c&oacute;pia do segundo contrato foi entregue ao jogador. Isso configura nova irregularidade &agrave; norma da CBF. Atualmente, cada contrato sai da entidade em tr&ecirc;s vias: uma para o jogador, uma para o clube e outra para o registro na federa&ccedil;&atilde;o.<br /><br /></font><font face=’Verdana’ size=’2′>Advogados ouvidos pela Folha disseram que, se forem confirmadas as acusa&ccedil;&otilde;es, o contrato se torna nulo.</font></div><div><br /><font face=’Verdana’ size=’2′>Segundo a advogada do jogador, a inten&ccedil;&atilde;o do Santos com um documento engavetado &eacute; ter a seguran&ccedil;a de que o atacante n&atilde;o deixaria a equipe nem assinaria um pr&eacute;-contrato com outra agremia&ccedil;&atilde;o. Se h&aacute; um documento de gaveta, assinado sem data ou com uma data futura, o clube pode registr&aacute;-lo e obrigar o atleta a atuar.<br /><br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>E o Santos sabe de longa data da inten&ccedil;&atilde;o do atacante de mudar de ares. No ano passado, ele entrou com uma a&ccedil;&atilde;o na Justi&ccedil;a para pedir a sua rescis&atilde;o. Alegou que o clube n&atilde;o depositava corretamente seu FGTS. Perdeu em primeira inst&acirc;ncia. Almejava transferir-se para o futebol europeu.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>&nbsp;</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Por Ricardo Perrone e Rodrigo Mattos, Painel FC</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Folha de S. Paulo, 30/01/2008</font></div>

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