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Exportação de atletas deverá ser recorde em 2008

<div><font face=’Verdana’ size=’2′>Se em 2007 a venda de atletas para o exterior bateu recorde, atingindo a marca de US$ 222,6 milh&otilde;es, neste ano o vi&eacute;s &eacute; o mesmo. S&oacute; em sete transa&ccedil;&otilde;es j&aacute; conclu&iacute;das em 2008, os clubes arrecadaram US$ 64,5 milh&otilde;es. E, segundo um levantamento feito pelo Valor, essa cifra poder&aacute; subir para US$ 201 milh&otilde;es, levando em considera&ccedil;&atilde;o s&oacute; as poss&iacute;veis negocia&ccedil;&otilde;es envolvendo os destaques da primeira divis&atilde;o do Campeonato Brasileiro deste ano. <br /><br />N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que a receita da venda de jogadores representou 53% do faturamento de 2007 do Sport Club Corinthians Paulista e perto de 43% do S&atilde;o Paulo Futebol Clube. J&aacute; no caso do Clube de Regatas do Flamengo, a parcela &eacute; de 10%, um ind&iacute;cio de que time de maior torcida do Brasil n&atilde;o vem revelando grandes atletas nos &uacute;ltimos anos. A m&eacute;dia, no entanto, &eacute; de 35%.<br /><br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Historicamente, a venda de atletas e as cotas de televis&atilde;o s&atilde;o respons&aacute;veis por cerca de 50% das receitas dos clubes. &quot;O grande neg&oacute;cio do clube brasileiro &eacute; a venda de jogadores para o exterior&quot;, afirma Alvaro Reis Serdeira, agente Fifa h&aacute; cinco anos e que representa atletas como F&aacute;bio Simpl&iacute;cio, revelado pelo S&atilde;o Paulo e que hoje defende o Palermo da It&aacute;lia. &quot;Boa parte da receita vem da comercializa&ccedil;&atilde;o de atletas, porque o marketing ainda &eacute; pouco&quot;, refor&ccedil;a o ex-goleiro e hoje agente Fifa Gilmar Rinaldi, que &eacute; o empres&aacute;rio do atacante Adriano, da Internazionale de Mil&atilde;o. <br /><br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Mas n&atilde;o &eacute; s&oacute; a cifra de 2007 que impressiona. O crescimento ano ap&oacute;s ano tamb&eacute;m &eacute; significativo. Entre 2007 e 2006, o incremento em d&oacute;lar foi de 70%. E em uma d&eacute;cada o valor praticamente dobrou, pulando de US$ 109,8 milh&otilde;es em 1997 para US$ 222,6 milh&otilde;es do ano passado. De acordo com o Banco Central, essas cifras incluem todas as negocia&ccedil;&otilde;es envolvendo atletas profissionais brasileiros das mais diversas modalidades que se transferiram para o exterior. Mas 99% desse montante vem do futebol.<br /><br />O levantamento feito pelo Valor, contudo, n&atilde;o contempla a venda de atletas de pouca express&atilde;o para alguns destinos ex&oacute;ticos, como Alb&acirc;nia ou B&oacute;snia-Herzegovina, que costumam engordar o volume de transfer&ecirc;ncias internacionais todos os anos. &quot;S&oacute; 3% ou 4% da venda de jogadores para o exterior envolvem grandes cifras. A maior parte vai trabalhar por um sal&aacute;rio mensal que n&atilde;o supera os 500 euros &quot;, afirma Rinaldi. <br /><br />J&aacute; os n&uacute;meros da Confedera&ccedil;&atilde;o Brasileira de Futebol (CBF) mostram uma realidade diferente, j&aacute; que incluem todos os tipos de transa&ccedil;&otilde;es. Nos primeiros cinco meses, de acordo com a entidade, 475 jogadores seguiram para o exterior, o que significa uma queda de 50% em rela&ccedil;&atilde;o aos 947 profissionais que deixaram o pa&iacute;s em igual per&iacute;odo do ano passado, explicada basicamente por uma movimenta&ccedil;&atilde;o at&iacute;pica em maio do ano passado, quando 486 jogadores foram negociados. Tradicionalmente, o &aacute;pice da temporada de negocia&ccedil;&otilde;es com os clubes da Europa se d&aacute; em agosto de cada ano. Em doze meses, na compara&ccedil;&atilde;o ntre 2007 e 2006, houve um aumento de 27% em n&uacute;mero de jogadores que foram para o exterior. <br /><br />Mas, existe tamb&eacute;m um movimento de repatria&ccedil;&atilde;o por parte dos clubes brasileiros. Os dados da CBF mostram que nos primeiros cinco meses deste ano 403 jogadores retornaram ao Brasil, sendo que no ano passado o total n&atilde;o ultrapassou 500.<br /><br />Mas quem fica com a maior parte do bolo em uma venda de atletas? Segundo Rinaldi e Serdeira, &eacute; o clube ou quem investiu no atleta. Mesmo porque a regra &eacute; clara entre os agentes Fifa. Pela legisla&ccedil;&atilde;o, um agente Fifa est&aacute; autorizado a cobrar no m&aacute;ximo 10% da transa&ccedil;&atilde;o. &quot;Mas nessas negocia&ccedil;&otilde;es de vulto essa fatia cai muito ou at&eacute; desaparece. Eu mesmo j&aacute; fiz neg&oacute;cios onde abri m&atilde;o desses 10% e fiquei com um percentual dos vencimentos salariais do atleta. Em troca, eu organizei a parte cont&aacute;bil e fiz o planejamento de carreira&quot;, detalha Serdeira. &quot;Se o clube manteve a posse dos direitos federativos, 90% da venda &eacute; dele e n&atilde;o de empres&aacute;rios, como se diz por a&iacute;&quot;, acrescenta Rinaldi.<br /><br />&Eacute; o caso por exemplo do zagueiro Henrique, que se transferiu do Palmeiras para o Barcelona por ? 10 milh&otilde;es de euros recentemente. Desse total, estima-se que a Traffic ficou com 80% do valor da transa&ccedil;&atilde;o e o restante foi parar nos cofres do Palmeiras. A Traffic contratou o atleta do Coritiba no in&iacute;cio de 2008, pagando cerca de R$ 6 milh&otilde;es.<br /><br />Outro caso emblem&aacute;tico poder&aacute; acontecer com o Corinthians, que especula-se tem proposta por Andr&eacute; Santos. Caso o clube alem&atilde;o Werder Bremen confirme os 5 milh&otilde;es de euros, s&oacute; 27,5% desse valor ir&aacute; para os cofres do Tim&atilde;o, j&aacute; que o Figueirense ainda &eacute; dono de 50% e o restante est&aacute; nas m&atilde;os de Delcir Sonda, dono dos supermercados Sonda.<br /><br />Para o ex-goleiro do S&atilde;o Paulo, n&atilde;o h&aacute; pecado na profiss&atilde;o de empres&aacute;rio, desde que seja exercida com transpar&ecirc;ncia. &quot;O contrato entre um agente Fifa e um jogador n&atilde;o pode ultrapassar um ano e ao mesmo tempo o agente precisa providenciar um seguro que tem como benefici&aacute;rio o atleta&quot;, completa Serdeira.<br /><br />Ambos, no entanto, torcem o nariz para o grau de amadorismo e a boa dose de paix&atilde;o que est&atilde;o presentes no comando da maior parte das decis&otilde;es dos dirigentes de clubes de futebol. Rinaldi lembra que na Espanha os s&oacute;cios sustentam as agremia&ccedil;&otilde;es, na Inglaterra s&atilde;o os acionistas e na It&aacute;lia os times t&ecirc;m dono. &quot;Precisar&iacute;amos desenvolver algo aqui. Talvez um meio termo entre o modelo ingl&ecirc;s e o espanhol. N&atilde;o sou contra a oferta de a&ccedil;&otilde;es por parte das agremia&ccedil;&otilde;es, mas &eacute; preciso discutir as propostas&quot;, afirma o ex-goleiro do S&atilde;o Paulo. Com os n&uacute;meros que os clubes exibem nos seus balan&ccedil;os, a dificuldade seria achar um investidor que compre as a&ccedil;&otilde;es. </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>&nbsp;</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Valor Econ&ocirc;mico, 16/7/2008</font></div>

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