<div><font face=’Verdana’ size=’2′>O Brasil precisa investir na formação de atletas e o Governo precisa fiscalizar o repasse de verbas para o esporte, avalia Torres<br /><br />Para o deputado federal Silvio Torres, membro da Comissão de Turismo e Desporto e autor do Estatuto do Desporto, o Brasil precisa investir na formação de atletas caso queira conquistar um nível de excelência nas próximas competições de grande porte. Esta é a sua avaliação referente ao desempenho do país nos Jogos Olímpicos de Pequim, que encerrou sua participação na 23ª colocação do ranking de medalhas olímpicas, um índice considerado baixo, comparando-se principalmente com os jogos de Antenas 2004, onde o país ficou sete posições acima. <br /><br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>De acordo com a avaliação do parlamentar, os jogos de Pequim deixaram claro que o nível de rendimento do atleta não está vinculado apenas a investimento – até mesmo porque, durante esses últimos três anos o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) repassou R$ 654,7 milhões às confederações esportivas, o maior investimento já realizado no cenário desportivo brasileiro -, mas em uma falta de política de Estado para formação de atletas.<br /><br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Para isso, o deputado acredita que é necessário investir nas categorias de base e de apoio efetivo à prática desportiva nas escolas, como já acontece em outros países a exemplo dos Estados Unidos, China e Cuba. Nesses países geralmente os novos talentos esportivos são descobertos dentro das escolas e, desde cedo, as crianças são treinadas para evoluir nas modalidades que praticam. “Bem diferente da realidade brasileira, que sofre com a falta de investimento no desporto de base, e a disciplina ‘educação física’ nas escolas praticamente não existe”, argumentou Torres, acrescentando que os recursos destinados aos esportes geralmente são aplicados em atletas de ponta.<br /><br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Além disso, o parlamentar tucano, que foi ex-relator da CPI CBF/Nike, sugere que sejam estabelecidas metas que possam ser monitoradas pelo Governo Federal. "O Ministério do Esporte não pode continuar sendo apenas um órgão repassador de recursos, ele precisa assumir o papel de fiscalizador junto às confederações que usam os recursos públicos”, salientou Silvio Torres.<br /><br /></font></div><div><font face=’Verdana’><font size=’2′><strong>Investimento esportivo<br /></strong>De acordo com dados publicados no site “Contas Abertas, entre 2005 e 2008, foram investidos R$ 654,7 milhões no desporto brasileiro, recursos procedentes de diversas fontes: R$ 265,7 milhões destinados ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) por meio da lei das loterias criada em 2001, que obriga o destino de 2% das loterias federais ao comitê Olímpico e Paraolímpico brasileiros; R$ 34,4 milhões oriundos da lei de incentivo ao esporte, aprovada em 2006 e que concede isenção fiscal à pessoa física ou jurídica que fizer doação a um projeto esportivo; R$ 247,9 milhões de patrocínios das empresas estatais e mais de R$ 107 milhões aplicados pelo governo federal no Programa Brasil no Esporte de Alto Rendimento.<br /><br />Parte do dinheiro computado pela lei de incentivo fiscal ao esporte foi destinado às confederações de boxe (R$ 4,8 milhões), de judô (R$ 1,9 milhão) e de tênis de mesa (R$ 564,5 mil), para o Minas Tênis Clube (pouco mais de R$ 1 milhão), além de R$ 26 milhões para o COB. Já entre os patrocínios das estatais estão os R$ 42 milhões e os R$ 5,9 milhões destinados pela Caixa Econômica Federal ao atletismo e à ginástica, os R$ 38 milhões dos<br />Correios para a natação, os R$ 40 milhões da Eletrobrás para o basquete, os R$ 10 milhões da Infraero ao judô, os R$ 11,2 milhões pagos pela Petrobras ao handebol e os cerca de R$ 100 milhões do Banco do Brasil para o vôlei.<br /><br />Com a proximidade dos Jogos Olímpicos de Pequim, o Programa Brasil no Esporte de Alto Rendimento, o Brasil Campeão, foi o segundo programa mais bem contemplado pelo Ministério do Esporte esse ano, com R$ 51,1 milhões recebidos. “Recursos existem, mas se o destino dado a eles não for correto, os resultados não serão alcançados. “E não falo só em medalhas, lembro da importância social do esporte como um dos pilares da educação em um país que precisa enxergar na juventude um futuro promissor”, encerra o parlamentar.<br /><br />Da Redação do Sapesp</font></font></div>