<div><font face=’Verdana’ size=’2′>Nos últimos dias alguns acontecimentos ocorridos nos jogos em horários de alto calor fizeram com que o tema de amparo e proteção ao atleta profissional de futebol viesse à tona.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>O Sapesp foi citado em vários programas esportivos como se não tivesse atento a essa situação. Outros fatos que fizeram com que tudo ficasse ressaltado foram as medidas judiciais ajuizadas, e ganhas, pelos Sindicatos do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Somente para efeitos de registro e esclarecimento, como foram feitas muitas comparações entre as atuações dos sindicatos regionais, as decisões favoráveis conseguidas no Rio de Janeiro ou em Porto Alegre serviram para que esses centros futebolísticos atingissem as condições há muito estabelecida em São Paulo.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Outro fator que serviu para fomentar ainda mais a discussão foi a reclamação de um funcionário do São Paulo FC após o jogo disputado por aquele time em Itu, no sábado de carnaval.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Por isso é que se torna importante esclarecer, talvez dar maior publicidade, a algumas questões.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>O Sindicato de Atletas de SP há muito tempo vem se encarregando de conseguir proteger os futebolistas também neste quesito.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>A final do Campeonato Brasileiro de 2002 entre Santos FC e SC Corinthians Paulista foi transferido das 16 para as 17h com base numa medida judicial ajuizada pelo Sapesp. Em 2003, as partidas da fase final do Campeonato Brasileiro da Série B foram mudadas graças a e trabalho preocupação do Sapesp.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Os jogos do Campeonato Brasileiro das Séries A e B dos anos seguintes não são marcados as 17h ao acaso, quando acontece a mudança no país para o horário de verão, é intervenção segura do Sindicato de São Paulo.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Mais recentemente, em 2009, o campeonato paulista sofreu recomendação de observar paradas de hidratação, que também foi fruto de várias discussões entre Sapesp, FPF e a emissora que detém os direitos de TV.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>E todas essas conquistas foram com bases em medidas judiciais.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Porém, não satisfeito com essas vitórias pontuais, porque junto com elas existiram outras tentativas frustradas por não haver uma regulamentação própria para a categoria, a Federação Nacional de Atletas Profissionais de Futebol – FENAPAF com trabalho coordenado por meio e diretamente pelo Sapesp, requereu ao Ministério do Trabalho – o responsável pela fiscalização das condições salubres de trabalho dos brasileiros – uma regulamentação específica, ou seja, uma Norma Regulamentadora, contudo, não atendido. E a recusa teve por base o total despreparo daquele órgão nas questões envolvendo os atletas profissionais, embora não pudesse assim estar tão desqualificado de inteligência, mas o fato é que está, que respondeu absurdamente que tais questões são de responsabilidade do Comitê Olímpico Internacional (sic). </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Neste ponto importante um parêntese. O governo do presidente Lula – o trabalhista, o sindicalista, o governo voltado aos pobres e humildes – tem se destacado como o tendo a pior atuação para nossa categoria porque se deixou seduzir aos apelos mentirosos da maioria que compõe a nata dos dirigentes esportivos. Aliás, o presidente é campeão em receber esportistas depois de obterem sucessos nas competições, mas, discutir seriamente os problemas que envolvem as questões profissionais do esporte nem pensar. </font></div><div><br /><font face=’Verdana’ size=’2′>Depois, seguindo com nossa função seguimos ao Tribunal Superior de Justiça requerendo que o Ministério do Trabalho fosse impelido a cumprir com seu dever de proporcionar melhores condições de trabalho aos empregados do futebol, por meio de um mandado de injunção, que é o instrumento jurídico apropriado nestas ocasiões. Mas, de novo, o poder estatal, agora o Poder Judiciário, negou o amparo ao trabalhador. Não satisfeitos, agora estamos discutindo tal questão em órgãos internacionais, por isso o debate não terminou. </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Ainda assim, estamos trabalhando junto à entidade de administração do futebol em São Paulo, a Federação Paulista de Futebol, em reuniões com o presidente em exercício Reinaldo Carneiro Bastos, para buscarmos uma solução definitiva, e essa situação passa necessariamente na participação da emissora de televisão que transmite os jogos e paga todo o futebol brasileiro, e segundo ele a emissora vai participar. </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Por tudo que vem acontecendo, o clima é totalmente favorável a novos entendimentos que possam satisfazer as necessidades dos futebolistas.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Não há de esquecermos que o jogo do São Paulo FC, e todos os outros daquela rodada de carnaval, que gerou uma nova discussão foram marcados de forma excepcional para as 16h para que a emissora pudesse cumprir com a grade anormal de programação que incluía a cobertura dos desfiles das escolas de samba – não que isso nos satisfizesse. Importante enfatizar que de forma geral todos os jogos começam às 17h como horário mínimo e que isso resulta do trabalho de anos do Sapesp.<br /><br /></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Outra questão relevante se prende ao fato de que <strong>SÃO OS CLUBES QUE APROVAM OS REGULAMENTOS, NELES INCLUIDO OS HORÁRIOS DE DISPUTA DAS PARTIDAS</strong>, portanto, o representante do São Paulo FC deveria reclamar com seu presidente e não do Sapesp. Mas, sabemos que ele agiu assim porque é o Sindicato o único lugar em que ele pode encontrar condição de se rebelar contra a desorganização do futebol, condição que jamais encontraria em seu clube que está totalmente comprometido com a direção do futebol brasileiro – aliás, houve uma reversão nesta questão de forma muito estranha – tentando fazer de seu estádio uma das sedes do mundial de 2014 e, como tem agido de maneira subserviente para conseguir esse intento, não iria mesmo reclamar.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Assim, feitos os esclarecimentos que se tornaram necessários, reiteramos publicamente que este assunto está de forma corrente em nossa pauta de trabalho e que vimos regularmente tentando resolvê-lo, mesmo em época de clima mais ameno. </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>Mesmo sem o auxilio do governo e dos clubes temos a certeza, mais dia ou menos dia, do resultado favorável.</font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′> </font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′><strong>Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo</strong></font></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>21/02/2010</font></div>