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Contusões: mero acaso ou culpa do excesso de treinamento?

<div><span style=’FONT-SIZE: 12pt’><font face=’Verdana’ size=’2′>Afoba&ccedil;&atilde;o, gramados ruins, falta de entrosamento e ritmo f&iacute;sico. Estas s&atilde;o as principais raz&otilde;es pelas quais jogadores se machucam no come&ccedil;o da temporada brasileira&nbsp; de futebol. Pelo menos s&atilde;o as &quot;desculpas&quot; mais utilizadas. <br /><br />Tido como a grande revela&ccedil;&atilde;o da Portuguesa nos &uacute;ltimos tempos, Diogo jogou os 90 minutos da vit&oacute;ria por 2 a 0 diante do Santos, na abertura do Paulist&atilde;o, mesmo com dores. Depois de uma radiografia, o atleta descobriu que sofreu uma fissura no quinto metatarso do p&eacute; direito, fazendo com que fique de longe dos gramados por cerca de 50 dias. Jogadores como o lateral-esquerdo Kl&eacute;ber, do Santos, e o zagueiro Juninho, do S&atilde;o Paulo, tamb&eacute;m se machucaram logo na primeira rodada.<br /><br />E, como de costume, as explica&ccedil;&otilde;es reca&iacute;ram sobre a condi&ccedil;&atilde;o dos gramados, disputas acirradas, com lances bruscos, assim como falta de entrosamento e ritmo. Tudo isto, no entanto, n&atilde;o convence o fisioterapeuta Nivaldo Baldo, que tratou de les&otilde;es de atletas famosos, como Juninho Paulista, Amoroso, Hort&ecirc;ncia e Oscar Schmidt. <br /><br />Para ele, o problema n&atilde;o est&aacute; na falta de prepara&ccedil;&atilde;o do atleta ou a condi&ccedil;&atilde;o do gramado, e sim no trabalho f&iacute;sico realizado na maioria dos clubes brasileiros, que &eacute; excessivo. &quot;No Brasil, a maioria dos clubes treina em dois per&iacute;odos, e isto est&aacute; completamente errado. O treinador no Brasil tem bom resultado porque tem pe&ccedil;a de reposi&ccedil;&atilde;o. Eles n&atilde;o protegem o jogador como deveria proteger. Faz muitos exerc&iacute;cios como pula-pula e caixa de areia. Ningu&eacute;m ag&uuml;enta, e quando o jogador vai jogar, ele j&aacute; est&aacute; cansado&quot;, afirmou Nivaldo, que confessou: &quot;Essa &eacute; a verdade que ningu&eacute;m fala no Brasil, mas precisamos rever os conceitos. O jogador n&atilde;o pode falar (sobre o excesso de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos), porque depois ele &eacute; perseguido no clube.&quot;<br /><br />Nivaldo Baldo tamb&eacute;m faz um alerta sobre o futuro dos jogadores ap&oacute;s o t&eacute;rmino de suas respectivas carreiras. Les&otilde;es como artrite e artrose s&atilde;o comuns devido ao excesso de esfor&ccedil;o f&iacute;sico. &quot;O jogador de hoje tem que durar pelo menos at&eacute; os 60 anos sem problema algum, mas n&atilde;o ser&aacute; isso que vai acontecer. E quando chegar na idade do Careca, do J&uacute;lio C&eacute;sar e do Falc&atilde;o? O que faremos com esse povo? Estamos judiando deles ()os jogadores]. Eu falo para n&atilde;o fazer exerc&iacute;cios na caixa de areia, mas eles (clubes) continuam. O Luxemburgo, que admiro muito, ainda continua com caixa de areia e levou at&eacute; para a Espanha (quando treinou o Real Madrid, em 2005). Se isso desse certo, camelo e time da Ar&aacute;bia seriam os melhores do mundo&quot;, desabafou o fisioterapeuta.<br /><br />A SOLU&Ccedil;&Atilde;O?<br />Simp&oacute;sios sobre o assunto sempre acontecem, mas nenhuma atitude concreta &eacute; tomada, segundo Nivaldo Baldo, que prega mais aten&ccedil;&atilde;o por parte da Confedera&ccedil;&atilde;o Brasileira de Futebol (CBF) e o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de S&atilde;o Paulo (Sapesp). &quot;J&aacute; passou da hora de mudar (forma dos treinamentos). O sindicato, a CBF e a Federa&ccedil;&atilde;o [Paulista de Futebol] precisam abrir os olhos.&nbsp;Sei que s&atilde;o&nbsp;bem-intencionadas, mas n&atilde;o resolvem o problema. O brasileiro tem uma capacidade incr&iacute;vel, mas n&atilde;o tiramos proveito disso. Muitos times da Europa treinam uma vez por dia. N&oacute;s castigamos o jogador. Parece coisa de escravo.&quot; </font></span></div><div><span style=’FONT-SIZE: 12pt’><br /><font face=’Verdana’ size=’2′>Lutando para tentar mudar o quadro atual, o presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de S&atilde;o Paulo, Rinaldo Martorelli, tamb&eacute;m acredita que o excesso de treinamento seja a causa mais prov&aacute;vel para as in&uacute;meras contus&otilde;es, mas a culpa estaria no excesso de torneios disputados por temporada. <br /><br />&quot;Excesso de treinamento decorre do excesso de competi&ccedil;&atilde;o. A gente sabe que esta pr&eacute;-temporada, com esta te&oacute;rica sobrecarga de exerc&iacute;cios, tem como fundamento a suportabilidade da temporada, que vem com muitas competi&ccedil;&otilde;es. &Eacute; l&oacute;gico que o excesso de treino &eacute; um fator complicador, mas a culpa esta no n&uacute;mero de jogos&quot;, disse Martorelli.</font></span></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>&nbsp;</font></div><div><span style=’FONT-SIZE: 12pt’><font face=’Verdana’ size=’2′>O Presidente da Sapesp&nbsp;&nbsp;confessou encontrar muita relut&acirc;ncia para a mudan&ccedil;a do calend&aacute;rio atual, assim como coisas b&aacute;sicas, como a hidrata&ccedil;&atilde;o de atletas durante os jogos.</font></span></div><div><span style=’FONT-SIZE: 12pt’><br /><font face=’Verdana’ size=’2′>&quot;Ter&iacute;amos que revisar algumas coisas. Estamos com uma briga danada (com as federa&ccedil;&otilde;es) para hidratar os atletas durante os jogos. &Eacute; um parto fazer algo mudar no futebol. Coisas que s&atilde;o &oacute;bvias em outros setores n&atilde;o s&atilde;o para n&oacute;s (futebol) e a gente perde muito tempo discutindo. Dizem que o futebol &eacute; um neg&oacute;cio. A gente, portanto, tem que lucrar com o neg&oacute;cio e, para que isto aconte&ccedil;a, voc&ecirc; tem que cuidar deste neg&oacute;cio, e n&atilde;o &eacute; isto que acontece.&quot; </font></span></div><div><font face=’Verdana’ size=’2′>&nbsp;</font></div><div><span style=’FONT-SIZE: 12pt’><font face=’Verdana’ size=’2′>Estad&atilde;o On-line, 18/01/2008</font></span></div>

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