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Sindicato de Atletas de SP comemora 68 anos de conquistas da categoria

REDAÇÃO SAPESP

O dia 23 de Julho é especial para o Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo (SAPESP). Neste dia, em 1947, há 68 anos atrás, o então goleiro do SPFC, Helio Caxambu fundava a entidade em reunião realizada na sede da Associação Comercial, na Rua Libero Badaró, em São Paulo (SP). 

Helio Geraldo Caxambu (foto), um dos maiores goleiros dos anos 40, esteve entre os fundadores e foi escolhido para ser o primeiro presidente da recém criada Associação dos Jogadores de Futebol. Dois anos depois, datada de 11 de outubro de 1949, saiu a carta sindical que elevou a Associação à categoria de Sindicato. Caxambu continuou como presidente por mais três anos contribuindo significativamente para várias conquistas dos jogadores, o que lhe custou grande parte de sua carreira.

De lá para cá, a entidade teve diversos presidentes até que, em 1997, o então goleiro do Palmeiras, Rinaldo Martorelli, assumiu o posto a convite do técnico Toninho Cecílio.

Ao assumir a entidade, Martorelli encontrou sérias dificuldades financeiras a ponto de até as maquinas de escrever serem alugadas. Ele mesmo conta.

"Quando assumi, as condições eram precárias. Devíamos três meses de aluguel e sequer tínhamos estrutura para trabalhar. As máquinas de escrever (duas) eram alugadas. Nem por isso, deixamos de lutar pela categoria. A dificuldade era tanta, que tínhamos que promover diversas atividades para arrecadar fundos para manter o sindicato aberto. Nem a diretoria, que inclusive era composta de atletas de grandes clubes e que hoje são comentaristas de televisão, aparecia para ajudar. Éramos só eu e os funcionários.  Mesmo com as dificuldades, passamos a incomodar tanto que a Federação determinou que nenhum clube de São Paulo poderia me contratar. O que decretou o fim da minha carreira aos 33 anos", relembra Martorelli.

PRINCIPAIS CONQUISTAS

Pouca gente sabe, mas o primeiro projeto da Lei do Passe saiu do Sindicato de Atletas de São Paulo, após um seminário que promovemos na PUC, em 1995, junto ao departamento de Educação e Desporto, coordenado pelos professores Ronaldo Negrão e Ricardo Milani. Mesmo com as condições precárias de trabalho, iniciamos a discussão da lei que demorou até 1998. Foram diversas viagens à Brasília para reuniões com deputados e senadores, auxiliando o Pelé, como Ministro do Esporte, e chegamos inclusive a trazer o Bosmann (Jean Marc Bosmann, cuja sentença conquistada favoravelmente mudou o rumo da relação de emprego no futebol europeu).

Neste seminário, estava também presente o incipiente deputado  Arlindo Chinaglia, que elaborou o projeto que propunha a extinção do passe. Todos os outros projetos foram apensados a esse.  Em termos de estrutura temos nossa sede própria e terreno para construção da Colônia de férias e CT no litoral.
 
Entre as conquista, estão: compra da atual sede na Barra Funda, fim do afastamento de trabalho, garantia de férias de 30 dias, Direito de Arena, tempo mínimo de 66 horas de descanso entre jogos, fim dos jogos antes das 17h, em horário de verão, perda de pontos para clubes devedores, penhora de cota de TV de clube devedor, Projeto Expressão e Expressinho, Certificado de Monitor de Futebol que capacita o ex- atleta ao trabalho, Cirurgia e recuperação de atletas, intervenção nos clubes inadimplentes, CT Sapesp e Centro de Recuperação dos atletas em andamento,  parada técnica para hidratação, visita os atletas dos clubes do interior periodicamente. Resumindo, as grandes ações sindicais do Brasil sempre partiram do Sapesp.

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