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Goleiro turismólogo, que já trabalhou como camareiro, aconselha educação na vida dos atletas

Jogar futebol ou estudar. Existe um momento nessa partida chamada vida em que os dois chegarão juntos na linha de fundo. Nessa hora, quem mandar para escanteio? No Brasil, ser jogador profissional é quase certo ser obrigado a abandonar os estudos para dedicar-se exclusivamente à carreira. Não para o goleiro Tom, de 27 anos, capitão do São Carlos Futebol Clube na Copa Paulista e que atua há duas temporadas na Águia da Central. Para o pai dele, estudar era a primeira opção.

"Fui revelado no Futsal em Guarulhos e com 18 anos recebi um convite para jogar no Grêmio, de Porto Alegre. Ouvi um sonoro não do meu pai. Ele disse que primeiro teria que fazer a faculdade para depois seguir a carreira de jogador de futebol".

“Durante muitos anos não entendi a atitude dele. Só depois fui compreender, um pouco mais maduro. Era a grande chance da minha vida e tive que abrir mão para estudar. Hoje vejo que foi a melhor coisa que eu fiz e o quanto será importante para o meu futuro”, admitiu o arqueiro. “Quando um pai aconselha algo, dificilmente não será para o seu bem”.

Contrariado mas conformado, Tom entrou na Universidade de Guarulhos, onde cursou Hotelaria e Turismo. Também se formou em um curso de espanhol. Durante esse período, fez estágios em hotéis como camareiro, garçom e até segurança, e também teve a experiência de fazer parte da equipe de recreação de um Cruzeiro Marítimo. Até em torre de controle de aeroporto já trabalhou.

“Já havia feito um curso e aprimorei ainda mais na faculdade. Fiz estágio em recreação e lazer em hotéis e navios. Já fui camareiro, garçom e até segurança (risos). Como não tenho cara de bom moço e pelo meu tamanho já imaginou”, brinca.

Em 2008, Tom deixou o Futsal para trilhar um novo caminho nos gramados. Jogou pelo Flamengo de Guarulhos e posteriormente no forte time do Grêmio Barueri, que em 2009 disputava a Série A do Campeonato Brasileiro. Passou ainda por Independente de Limeira, São José FC e Novorizontino, antes de chegar ao São Carlos.

Hoje, formado e com maturidade para representar os demais companheiros como capitão da equipe, o camisa 1 não perde as oportunidades que tem para aconselhar jovens atletas no dia a dia. E manda um recado. 

“O recado que eu deixo para os atletas é que precisamos estudar. Mais cedo ou mais tarde, podemos ter uma lesão. Com a formação, você pode correr atrás de outras profissões. Sou atleta profissional formado em hotelaria e espanhol. Se acontecer algo comigo, tenho um horizonte. Qualquer pessoa hoje sem estudo não é nada no mercado de trabalho”.

“Educação, respeito e humildade são obrigações do ser humano. É fundamental no futebol, na vida familiar e nos relacionamentos. Esse tipo de pessoa tem portas abertas em todos os lugares”, crava.

SOBRE O SINDICATO DE ATLETAS
 “O sindicato para nós é a maior segurança. Eu aconselho os atletas que não deixem um dia sequer de trabalho para clubes, para abrir mão de dinheiro trabalhado. O que precisar pode ir atrás do sindicato, tem pessoas que acham que procurando o sindicato vai demorar mais mas é o contrário. Quando o sindicato chega os diretores de clubes temem. Eu precisei duas vezes e rapidamente resolveu meus problemas sem que precisasse abrir mão de nada. Clube não quer saber de nós quando a coisa está feia e a melhor maneira de sair de um time é receber tudo que tem direito”, receita.

“Poucas pessoas sabem sobre o trabalho do sindicato, os convênios em áreas como atendimento médico, psicólogo, lugar para treinar quando está parado. Sempre entro no site para acompanhar. Muitos não se preocupam, ficamos horas na internet e não custa nada entrar no site do Sindicato para acompanhar as vantagens que pode proporcionar”, elogia.

“O sindicato para nós é a maior segurança. Eu aconselho os atletas que não deixem um dia sequer de trabalho para os clubes. O que é nosso é nosso, ninguém tira. Não deve abrir mão de nada. A melhor forma de sair de um clube é tendo recebido todos os seus direitos”
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MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS
“É a segunda vez que assisto à palestra do sindicato sobre manipulação de resultados. Confesso que na primeira vez que ouvi, não acreditei muito, por jogarmos uma série A3, querendo ou não é um campeonato onde estamos mais escondidos. Agora, com toda essa polêmica, e sabemos de algumas que não podemos provar, mas esse Rio Preto e Catanduvense, que possivelmente teve manipulação, a gente fica chateado. Trabalhamos com honestidade e é duro quando ficamos sabendo que existe essa sujeira. Somos pais de família. Hoje estamos mais espertos e posso afirmar que a palestra é um grande aprendizado”.

CLIQUE E OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA

QUEM SOU EU
Nome: Everton Ferreira Fernandes
Apelido: Tom
Posição: goleiro
Nascimento: 05/04/1989 (27 ANOS)
Origem: Guarulhos (SP)
Altura: 1,97 m
Peso: 97 kg
Clubes: Flamengo (SP), Grêmio Barueri, Independente (SP), São José FC, Novorizontino e São Carlos.

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